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Oleiros fecham o ano com expectativa de receber licença para extração racional no início de 2012
Sábado,  10 DEZ 2011

 A direção da Cooperativa de Oleiros de Bragança Paulista e Região fechou o ano de 2011 com altas expectativas de iniciar a exploração mineral controlada ainda no primeiro semestre de 2012. “Cumprimos todas as exigências dos órgãos públicos responsáveis por avaliar e emitir a licença. Agora, é aguardar, na expectativa de que até julho iniciemos a exploração legalizada”, declarou Fábio Rizardi, presidente.

Fábio Rizzardi e o secretário da Cooperativa Orlando Ramos Filho se reuniram com os cooperados no final da tarde da última quarta-feira, 7 de dezembro, para um balanço das atividades de 2011 e para tratar do plano de extração que deverá ser desenvolvido tão logo a licença seja expedida. O plano de extração de argila por cotas iguais e em dias específicos para cada um dos 22 oleiros cooperados, está no projeto de extração que foi enviado ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). “Acreditamos que não haverão impedimentos quanto à emissão da licença, porque estamos seguindo estritamente o que determina a lei. A Prefeitura de Bragança Paulista, por exemplo, já emitiu o parecer de aprovação do projeto. De modo que falta apenas o governo federal se manifestar”, acrescentaram.

A área de exploração, de acordo com a direção da Cooperativa, está localizada às margens da Rodovia Fernão Dias (BR-381) próximo ao trevo de acesso à Estrada Pe. Aldo Bolini, Bragança/Piracaia.

A Cooperativa de Oleiros de Bragança Paulista e Região foi legalmente instituída em 26 de novembro de 2009 por ordem do Ministério Público do Meio Ambiente, que exigia a organização dos oleiros para assim controlar a exploração predatória de argila em diferentes pontos do Município.

Em meados do segundo semestre de 2006, o Ministério Público cobrou dos oleiros que se organizassem, sob pena de terem suas olarias interditadas. Muitos donos ou arrendatários deram entrada nos documentos, mas não receberam a resposta do governo. Se as olarias fossem fechadas, conforme temiam os oleiros, os índices de desemprego no Município aumentariam, pois somente em Bragança Paulista, existiam, na época, cerca de 400 unidades com vagas de trabalho para mais de 1000 famílias.

A promotoria explicou, na ocasião, que essa atividade é extremamente degradadora do meio ambiente e adiantou que existem projetos que permitem a extração controlada, seguida da recuperação ambiental da área. “É este o intuito da Cooperativa, tanto fornecer a argila em cotas iguais, quanto preservar o ambiente da degradação”, complementou Fábio.

A reunião de avaliação foi realizada nas dependências do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP). A direção da Cooperativa pode ser contatada através do e-mail: coopoleiros@uol.com.br