|
|
Documento sem título

|
|
|
|
 |
|
Bragança Paulista -
Quarta-Feira, 08 de Setembro de 2010 |
|
 |
| Notícias
-
Editorial |
 |
|
15/06/2010 |
| Editorial - Forças estranhas |
| Da redação |
Forças estranhas continuam a agir nos meandros dos corredores e porões do Palácio Santo Agostinho, sede da Prefeitura. Esta força obscura já afastou do palácio muita gente boa e no último sábado tirou o chefe da Divisão Municipal de Agronegócios Marcelo Perrone, que, diante do excelente trabalho desenvolvido, chegou a ser cotado para assumir a chefia da pasta de Agronegócios, hoje ocupada por Elias Ferreira, correligionário do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e colocado nesta posição através da rede de relações do vereador Mário B. Silva.
Tem-se alardeado à luz do sol que as forças estranhas que provocam hecatombes dentro do Palácio do Governo Municipal são resultado da teia de acordos e promessas. Acrescente-se a isto que muitos dos fios são tecidos pelos vereadores Miguel Lopes e Mário B. Silva.
O que se estranha nestas afirmativas é que todos que se opõem ao vereador do PDT, uma hora ou outra saem da administração. Foi assim com o Arnaldo Carvalho Pinto, ex-líder do Prefeito na Câmara Municipal; com o ex-secretário de Agronegócios e de Governo Nelson Nardy; e agora com Marcelo Perrone. Mais intrigante ainda é qual força tem um homem que não é nato destas montanhas, para influenciar tão vigorosamente o Poder local. Não é voto, porque o partido que ora domina a Secretaria Municipal de Agronegócios e tem uma cadeira no Poder Legislativo, nem é tão expressivo.
O vereador não apresentou, em quase dois anos de parlamentar, nenhuma proposta que o fizesse um expoente. Ao fazer uso da tribuna no plenário da Câmara da Estância de Bragança Paulista não consegue se comparar a um estadista, eloquente, forte e coerente. Pelo contrário, padece de conhecimento para tanto.
Quando o vereador Arnaldo Carvalho Pinto se preparava para sair da liderança do Prefeito, deixou bem claro em seu discurso que o Prefeito não teria sido leal. Depois, nos corredores, a explicação era de que o vereador do PDT estaria envolvido. Nos mesmos corredores falou-se muito da exoneração, a pedido, de Nelson Nardy, que nunca quis falar sobre o assunto, mas que também não negou ter dedos do vereador.
Estes homens foram eleitos pelo voto popular. Eles têm a obrigação, sob risco de cassação, de representar este povo e seus interesses, mas há aqui uma inversão de papéis, eles estão se preocupando com propósitos obscuros. Este editorial tem a pretensão de lançar um alerta à população e à administração municipal de que nem todo mundo pode ser enganado o tempo todo.
|
|
 |
|
|
|
|