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Bragança Paulista - Quarta-Feira, 08 de Setembro de 2010
Notícias - Editorial
12/06/2010
Editorial - Candidatura duvidosa
Da redação
 
A divulgação, nesta semana, de que o ex-prefeito Jesus Chedid (DEM) é pré-candidato a deputado na Câmara Federal, levantou alguns questionamentos. Por exemplo: por que motivo alguém que depois de ter sido retirado pela Justiça Eleitoral do cargo de prefeito e de ter ficado mais de quatro anos fora do cenário político, lança pré-candidatura ao Poder Legislativo em Brasília? Qual a repercussão dessa empreitada na candidatura do deputado estadual Edmir Chedid (DEM) ao quinto mandato na Assembleia Legislativa?

Não restam dúvidas de que o ex-prefeito é um político experiente, por isso a indagação preambular é se ele ajuda ou atrapalha a campanha de Edmir Chedid, tendo em vista que o parlamentar deve ter pretensões de ‘dobradinhas’ em diversos municípios com postulantes à Câmara Federal, cujos vínculos se converterão em votos certos para a caminhada rumo ao quinto mandato consecutivo no Legislativo Paulista.

Há aqui uma cortina de fumaça que talvez esteja sendo provocada com o objetivo de toldar a visão dos eleitores ou é mero fato político para gerar especulações e quem sabe servir de parâmetro dentro de uma pesquisa de opinião do grupo?

As vantagens de uma “dobradinha” entre pai e filho são incertas se for observado qual é hoje o potencial político de Jesus Chedid para se apresentar como candidato. Mesmo porque a manobra nas eleições municipais de 2008 culminou numa derrota política. Naquela ocasião, Jesus Chedid, então candidato a prefeito, tentou de todas as maneiras concorrer, mas conseguiu apenas a sua foto na urna de votação.

Não se trata aqui de justificar apenas que não houve tempo para ‘explicar’ ao eleitorado a atitude assumida naquela ocasião e por consequência, não se verificou a transferência de votos ao substituto. Não! A derrota lhe foi imposta de forma clara e objetiva e desde então, parte expressiva de seu grupo político se dispersou, fato que não se nega nem mesmo com a postura dos vereadores que o partido coligado ao “grupo Chedid” conseguiu eleger.

O mesmo não aconteceu com o deputado estadual Edmir Chedid, com ou sem o apoio político do ex-prefeito Jesus Chedid, não se encavernou no ostracismo e prosseguiu o trabalho como representante da região bragantina junto ao governo estadual. Volta à tona a questão: Quais os reflexos de uma “dobradinha” Jesus e Edmir?

Diante dessa e de outras posturas, agora anunciado como pré-candidato ao cargo de deputado federal, terá Jesus Chedid condições de reverter o quadro para sustentar uma posição mais favorável ao deputado Edmir Chedid? É uma incógnita!

Será que o deputado que trabalha para conquistar o quinto mandato, em tese, não sofreria com a resposta dos eleitores nas urnas? A possibilidade de sucesso do pré-candidato Jesus Chedid é remota, duvidosa ou possível?

O BJD lembra que o quociente eleitoral nessa empreitada está próximo dos 300 mil votos, claro que não será necessário obter tal votação, pois os votos de legenda sempre ajudam os candidatos mais votados.

Tudo ainda é especulação e a única certeza é que o ex-prefeito Jesus Chedid retorna para a vida política projetando sombras e suscitando questionamentos.

Vitorioso ou derrotado? Apenas as urnas trarão as respostas, sejam elas quais forem. Fato é que o cenário político de nossa cidade tem mais um ingrediente para tornar as eleições de outubro próximo, ainda mais nebulosas com inusitadas candidaturas que se apresentam.
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