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Bragança Paulista - Quarta-Feira, 08 de Setembro de 2010
Notícias - Editorial
02/01/2010
Editorial - Tempo de esperança
Da redação
 
2009 já faz parte do passado, enfim, o que se programou, planejou e executou, de uma forma ou outra agora serve apenas para reorganizar as ações que não tiveram os efeitos aguardados.

A máxima “fazer parte do passado” se aplica em todos os aspectos e setores e com maior intensidade quando tais metas afetam um número grande de pessoas.

Aí está a questão principal, esse ano foi emblemático para Bragança Paulista, pois todas as contradições confluíram para um único momento, um único cenário que potencializou todos os desafios propostos pelo governo municipal, reeleito de forma que não se contesta e nem se critica.

Nunca se deve ser pessimista, mas o tempo se encarrega de nos transformar de idealistas em realistas, quando se percebe que o comando vacila.

Em quatro anos, o prefeito municipal enfrentou crises políticas e rompeu com o PSDB que pretendia lhe negar o direito de concorrer à reeleição. Foi capaz de montar um novo partido dentro daquele que lhe era oposto.

A cada crise a administração municipal sentia como eram escorregadios os princípios, as boas intenções e as raízes ideológicas dos políticos, superou tudo e venceu, porém, o mesmo não aconteceu com as metas programadas.

Por que? Porque o chefe hesitou no exato momento que deveria impor a autoridade que o povo lhe outorgou nas urnas, cedeu à pressão de alguns correligionários e não cumpriu aquilo que orientou a sua vitória.

2009 foi politicamente bom para o prefeito municipal e ao mesmo tempo foi ruim para a administração municipal que descontentou até uma parte da população que acreditou nele para mudar a nossa cidade.

Obras paralisadas, contratos não cumpridos, serviços adiados, projetos que estão adormecidos nas gavetas de parte seu secretariado, enfim um rol de situações que depõem contra o propósito do chefe do Executivo Municipal.

Imaginar que tudo está bem é uma ilusão e o povo não aguenta mais as protelações, o “empurrar com a barriga”, os discursos inflamados que não geram efeitos.

Há tempo para promover mudanças, há tempo para inverter a descrença nos gestos sinceros da população, há tempo para mudar esse triste cenário que assusta e entristece.

Não se concebe atribuir poderes para assessores, afinal o poder de mando é inerente ao cargo conquistado, não se transfere a ninguém, o que se espera é que a delegação de responsabilidade aos subordinados seja cumprida.

Inimaginável o fortalecimento e permanência daqueles que anunciam sair do quadro de elite aos quatro cantos; ainda de outros que são inaptos para os importantes cargos que ocupam e também dos que não ajudam, mais atrapalham pela inoperância!

Aí a culpa é exclusiva do prefeito municipal! É ele que foi eleito.

O BJD nesse início de ano, nesse despertar da esperança, quer acreditar.

Acreditar e querer alertar, enquanto há tempo para estimular a mudança tão propagada na campanha eleitoral, capaz de transformar a tristeza, o medo, a incerteza e a descrença, em ações concretas que justifiquem a confiança depositada nas urnas.
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